A sociedade já tem conhecimento que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a obrigatoriedade do diploma para a atuação como profissional de Jornalismo, afirmando ser “um passo significativo em nome da liberdade de expressão”. Esta decisão beneficia ou prejudica a democracia da informação?
Tal situação acarretou inúmeras polêmicas, visto que alguns veículos de comunicação enfatizam que o diploma não é necessário para exercer a referida profissão, pois se trata de uma área de conhecimento em que o “erro não tem conseqüências irreversíveis”. Porém, na prática, uma palavra mal colocada pode ter conseqüências graves a ponto de causar abalos de imagens ou arranhões na reputação de pessoas ou organizações, colocando-as no foco das atenções da opinião pública.
Na seara da Comunicação, as informações fluem de forma progressivamente veloz, desta forma, faz-se necessário que os profissionais desta área trabalhem de forma integrada (quando há uma sinergia de forças, todo o conjunto fica mais forte) e com registros profissionais legais que comprovem a idoneidade dos mesmos. Afinal, transmitir notícias e/ou opiniões é uma tarefa de grande responsabilidade e exige um embasamento teórico, ou seja, não ser diplomado e atuar na área, não é garantia de que estaremos mais próximos da tão desejada democracia da informação, isso nada mais é que uma utopia, visto que muitas informaçãoes circulando ao mesmo tempo gerariam incertezas quanto à sua veracidade.
CLDJ
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